Ano Novo: um importante rito de renovação. - Estela Psicóloga

Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP-HU)

Especialista em Terapia de Casal e Família (Teoria Junguiana)

Especialista em Teoria Junguiana (Instituto Sedes Sapientiae - SP

Mestre Pela PUC-SP

Especialista em Constelações Familiares e Soluções Sistemicas (Instituto KOZINER - SP)
Psico. Estela - Psicóloga Clínica - Mestre/PUC-SP
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Ano Novo: um importante rito de renovação.

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Ano Novo: um importante rito de renovação.

Porque festejamos o ano novo? Essa celebração está simbolicamente associada à celebração da vida e faz parte da tradição de vários povos. O Ano Novo nem sempre acontece em 1º de janeiro. Essa data é valida para a maioria dos países, mas em algumas Nações como a China e o Vietnã, que seguem um calendário lunar, a passagem não tem data fixa.

Nos registros mais antigos de comemoração do Ano Novo, datado de aproximadamente 4 mil anos na Mesopotâmia, no Oriente Médio, ele tinha a duração de 12 dias. Ritual semelhante foi incorporado por outros povos, como os Persas e Babilônios. Gregos e Romanos também se inspiraram na cultura mesopotâmia e passaram a comemorar o Ano Novo. Os romanos, por exemplo, tinham um festival chamado Saturnália, em homenagem a Saturno, que se entendia de 17 de dezembro a 01 de janeiro.
Brindes comemorativos
As adaptações a essa data são inúmeras, mas todas as culturas celebram a passagem de um ano para outro, de um ciclo para outro e todas inventam suas formas próprias de desejar a todos um bom início de nova etapa de vida.

De fato, os rituais, de forma geral, geram bem estar. Todas as culturas, em qualquer tempo da história possuem incontáveis formas de ritos, para ocasiões dos mais variados propósitos. O ritual de passagem do ano, em particular, é importante porque tem a função simbólica de fechar e de abrir os ciclos da vida. O ano novo traz consigo a possibilidade de reorganização, reflexão e prospecção de objetivos. A cada ano que passa as pessoas sentem necessidade de fazer uma avaliação dos pontos positivos e negativos, dos objetivos alcançados ou não. Uma reestruturação do futuro, nem que seja próximo, se faz necessária. Projetos e sonhos que não avançaram precisam ser atualizados e revistos.

A data é propícia para incentivar o exame de consciência e abraçar o ano vindouro, tanto no plano individual, como coletivo.  A marcação do tempo dá aos seres humanos uma sensação de controle sobre o próprio destino. Por isso é fundamental para o bem estar e para a saúde mental.

Ano 2016
Não basta dizer que acabou um ano e começa outro, é preciso marcar e dar uma forma concreta a essa convicção. Em geral, os rituais ligados à água são muito fortes, porque a simbologia da água é intrínseca à renovação, à purificação, à Grande Mãe, portanto ao amor e à felicidade.

Iemanjá, como uma das representantes da Grande Mãe tornou-se um símbolo de renovação em vários países, em particular, no Brasil, cujo simbolismo foi além do Orixá.

Num país sincrético e religioso como o nosso, perguntamos neste imenso Brasil, independente de credos, quem não se vestiu de branco no Ano Novo, atirou uma rosa ao mar, pulou sete ondas, acendeu uma vela, ou ainda, proferiu uma oração ou pensamento, mesmo sem saber rezar pedindo para uma “força superior” proteção, amor, saúde, dinheiro e paz? Iemanjá cultuada ao longo de toda costa brasileira também é homenageada nas mais diversas regiões, como em Brasília (DF) onde, existe uma estátua em sua homenagem às margens do lago Paranoá, que recorda a sua associação com a água.

Na cidade de Belo Horizonte (MG), a Praça Alberto Dalva Simão ou praça de Iemanjá, como é conhecida, é o local em que acontece, no mês de agosto, a purificação da estátua de Iemanjá e rituais em sua homenagem. Assim também acontece no rio Hudson, em Nova York, nos Estados Unidos, quando ocorrem, em simultaneidade com o Brasil, rituais a Senhora dos Mares durante a passagem do ano.

Algumas datas são dedicadas à sua ritualização. Dentre as mais importantes, podemos destacar três datas: 8 e 31 de dezembro e 2 de fevereiro. Mas, é o dia 31 de dezembro a data em que Iemanjá é mais lembrada e homenageada em todo território nacional, principalmente nas regiões praianas.

A festa é alegre, contagiante, promovida e incentivada pela mídia em geral e pelas prefeituras. Homenagear Iemanjá não é necessariamente sacrificante, o que torna a prática religiosa intrínseca ou por conversão exógena variantes prováveis e não conflitantes.
 
Sua comemoração tornou-se, ao mesmo tempo, sagrada e profana. As práticas umbandistas de trajar branco e ir até o mar para fazer o ritual de purificação, com a intenção de deixar para trás o “velho” e os elementos indesejáveis, misturaram-se as formas muito pessoais e sincréticas de ritualização, abraçando religiosos das mais diversas denominações e classes sociais.

Assim, a ritualística à Deusa das Águas e a chegada do Ano Novo é sempre plena em esperanças. Espera-se este momento novo para começar vida nova, estabelecer novas metas e propósitos renovados. É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons presságios para o novo ano: renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas no trabalho. Por exemplo, embora o tempo seja sempre o mesmo, tal convenção se reveste de importância simbólica, na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.

Por isso, pedimos às ondas de Iemanjá que nos limpe e que nos purifique, levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia, dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que nos causa dor ou que não desejamos. Ao mesmo tempo, renovamos nossas esperanças para um futuro melhor, mais sereno e menos conflituoso.

Ao concluirmos, lembramos que, sempre que pensamos a respeito da nossa origem ou do Universo, nos reportamos à criação e recriação da nossa existência. A água, princípio que tudo absorve e transforma é rica em símbolos que nos levam ao tema. Verificamos a repetição destes princípios, quando eles são festejados durante as comemorações do Ano Novo.

É uma forma simbólica de ritualizarmos os mitos repetidamente, anualmente, sempre com o desejo de viver e elaborar para que um futuro melhor seja do ponto de vista da psique, do corpo ou do espírito.

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MSc. Estela Noronha
Psicóloga Clínica
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