Pessoas Chatas: como lidar com elas. - Estela Psicóloga

Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP-HU)

Especialista em Terapia de Casal e Família (Teoria Junguiana)

Especialista em Teoria Junguiana (Instituto Sedes Sapientiae - SP

Mestre Pela PUC-SP

Especialista em Constelações Familiares e Soluções Sistemicas (Instituto KOZINER - SP)
Psico. Estela - Psicóloga Clínica - Mestre/PUC-SP
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Pessoas Chatas: como lidar com elas.

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Pessoas chatas: como lidar! (Entrevista).

Entrevista cedida pela psicóloga Estela Noronha à jornalista Angela Tessine –Revista Vida Natural”.



Image de pessoa chata

De todos os tipos de "chatices" as piores são aquelas recheadas de críticas, vamos aprender a lidar com esse tipo de pessoas:

1.Quais os tipos de críticos?
Estela: Existem dois tipos de críticos. Aqueles que criticam por criticar e os críticos analíticos. Os primeiros são aqueles "chatos", que sentem certo prazer em fazer o papel do contrário, de ser aversivo. São aqueles que não veem no objeto criticado, nenhum aspecto positivo. E existem aqueles que fazem uma análise mais profunda, mais qualitativa do objeto analisado. Sabem apontar tanto os aspectos negativos, quanto os positivos da questão. A boa crítica sempre agrega valor. Ambos trazem no perfil psicológico a busca do perfeccionismo nas condutas, primeiro consigo e depois com o mundo.

2.Porque as pessoas sentem necessidade de criticar os outros? Quem “ataca”, ataca para se defender?
Estela: existe o ditado que diz que o ataque é a melhor defesa. A crítica pode ser um ataque, quando ela é, na maioria das vezes, depreciativa. A necessidade de criticar os outros sinaliza, na verdade, e no caso acima, uma reação ao conjunto de valores que pode estar “em cheque”. Por outro lado, nós aprendemos desde cedo o que é “certo” e o que é “errado”. Não raramente os usamos como critérios de julgamento, que pode ser expresso através de uma crítica. Por exemplo: Quem fuma está se prejudicando, eu não quero fumar porque fará mal a minha saúde.

3. O que esse comportamento esconde por parte de quem critica? (Insegurança, arrogância...)

Estela: Quem critica por criticar, por costume, pode estar escondendo através da arrogância e da prepotência a sua própria insegurança, suas falibilidades. Quando somos mais flexíveis com a imperfeição do outro, automaticamente somos menos críticos, porque temos um olhar mais "ameno" e "sábio". Portanto, mais tolerante para o mundo e suas “falhas”.

4.Existe crítica construtiva? Existe algum tipo de crítica que possa provocar mudanças no outro?
Estela: claro que existe. E muitas vezes nós pedimos por isso. Por exemplo, quando você está escrevendo um trabalho científico e está em dúvida quanto ao seu conteúdo, é natural que peça a alguém mais capacitado que leia e lhe faça uma devolutiva. O que é isso senão um pedido voluntário de crítica. Crítica para destruir? Não, crítica para apontar os pontos altos e baixos, no intuito de melhorar seu desempenho. E mais: pelo viés da filosofia analítica a pressuposição do diálogo comtempla, necessariamente, a crítica. É o saber ouvir, para saber falar.

5.O que a crítica construtiva esconde, ou seja, qual a intenção de fundo de quem a faz? Porque quem critica quer mudar os outros?
Estela: se partirmos do pressuposto que nem toda crítica é negativa, com intenção de aniquilamento do objeto, a crítica construtiva é a busca da razão. Lembrando que, muitas vezes essa “razão” pode se traduzir em um ideal a ser perseguido sempre, porém jamais alcançado.

6.O crítico é um polêmico? Crítica , intolerância e polêmica estão relacionadas?
Estela: depende de que espécie de crítico estamos falando. O analítico, como dissemos, está em busca da razão sobre o objeto criticado. Aquele que critica por criticar e gosta de apontar somente os erros, a falibilidade alheia, nem sempre usa a razão como instrumento, gerando polêmicas por causa disso. São críticas superficiais, pouco embasadas e cheias de vieses.

7.E na autocrítica? O mecanismo é o mesmo?
Estela: aquele que muito crítica é feroz juiz de si mesmo. Porém, se ele é um crítico “rabugento” e intransigente ou um analítico profundo de seus atos, depende da sua personalidade e do seu grau de desenvolvimento pessoal. Sem querer dar nenhum aspecto religioso, mas ser tolerante, saber perdoar e ter um olhar mais “suave” para a vida, denota um maior grau de maturidade e desenvolvimento para quem o possui.

8.Porque geralmente quem recebe a crítica sente-se tão abalado? Tem a ver com autoestima?
Estela: sente-se abalado, quando não possui boa autoestima. A autoestima é o juízo que cada pessoa tem do seu próprio valor e mostra o quanto a pessoa sabe valorizar os seus atributos e as suas qualidades. Pessoas com boa autoestima controlam o seu comportamento, esperam sucesso, têm tolerância a crítica e às frustrações. Reconhecem seus pontos fortes e fracos, adoram aprender coisas novas e têm prazer em viver.

9.Algum conselho para lidar com as críticas? Ou como se defender das críticas, (ou como não ser atingido por elas)?
Estela: se a crítica vier camuflada de ofensas pessoais, identifique o núcleo da questão, do objeto criticado, responda e despreze o resto. Geralmente uma resposta mais agressiva é o que a outra parte espera. Mantenha o diálogo.
Uma dica importante para quem recebe uma crítica pessoal: quem o critica, na verdade está evidenciando aquilo que ele quer mais esconder, suas próprias imperfeições. É uma relação projetiva onde o outro faz de você, o próprio espelho. E mais, ninguém consegue controlar a neurose do outro. Identifique-o e o ignore solenemente. Agora, quando as críticas são positivas, digamos assim, só nos resta o agradecimento e o regozijo.
De toda forma você não vai mudar as pessoas a sua volta, mas pode se fortalecer e não permitir que estas pessoas abalem sua confiança e autoestima.
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