Síndrome do Pânico: informações complementares. - Estela Psicóloga

Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP-HU)

Especialista em Terapia de Casal e Família (Teoria Junguiana)

Especialista em Teoria Junguiana (Instituto Sedes Sapientiae - SP

Mestre Pela PUC-SP

Especialista em Constelações Familiares e Soluções Sistemicas (Instituto KOZINER - SP)
Psico. Estela - Psicóloga Clínica - Mestre/PUC-SP
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Síndrome do Pânico: informações complementares.

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Informações complementares sobre a Síndrome do Pânico.
Como descrevi em outros textos sobre a síndrome do pânico, nos indivíduos não tratados desenvolve-se a crença de serem portadores de uma doença ameaçadora a sua vida e que ainda não detectada.

Mas, apesar do medo, a síndrome do pânico nunca provoca essas consequências. Pessoas examinadas logo após a crise ou examinadas ainda durante a crise de pânico, além do medo e da taquicardia, nada fora detectado no exame clínico, nem no eletrocardiograma. É importante ressaltar que a síndrome do pânico não é decorrente de outras doenças e outros transtornos e sim podem aparecer conjuntamente. Lembre-se essa doença não mata, mas maltrata e muito quem sofre desse mal.

A ocorrência de transtorno de pânico na população em geral é de 1% a 2%, podendo iniciar-se na infância ou até na idade madura. No entanto, estudos mostram que é relativamente pouco frequente antes dos 10 anos e depois dos 45 anos. Surge na grande maioria dos casos (70%), na faixa etária entre 20 e 35 anos.

Síndrome do Pânico - informações complementares.
Hereditariamente, o transtorno de pânico não é herdado no sentido da fatalidade genética, porém os parentes em primeiro grau são mais suscetíveis de ter o transtorno do que a população em geral, como por exemplo:
  1. Gêmeos univitelinos têm uma concordância maior para o TP do que os Gêmeos bi vitelinos;
  2. Em 31 % dos parentes em primeiro grau (pais, mães, irmãos, irmãs, filhos e filhas) apresentam TP. Essa frequência é significativamente maior do que aquela encontrada entre parentes de controles normais.

Entre parentes de indivíduos com transtorno de pânico, é comum encontrar, além do próprio pânico, casos de Prolapso da Valva Mitral (PMV) e de alcoolismo. No que diz respeito aos outros transtornos mentais, a frequência é semelhante àquelas da população em geral.

O TP é duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens e não escolhe classe socioeconômica. Pessoas com este transtorno têm a mesma chance de adquirir doenças físicas que qualquer pessoa da população em geral, apesar do medo de moléstias, inerentes aos portadores do distúrbio. O que pode levar, inclusive, a uma hipocondria. As exceções a essa regra aplicam-se para o caso de prolapso da Valva Mitral e males psicossomáticos (colite, gastrite, rinite alérgica, úlcera péptica, etc.), pois os acometidos por esta síndrome apresentam uma incidência dessas doenças duas vezes maior do que do que em indivíduos ansiosos sem ataques de pânico.

Apesar de ter uma base biológica, o transtorno de pânico, assim como as doenças físicas tais como: hipertireoidismo, colite ulcerativa, diabetes, para citar algumas, pode ser desencadeado e agravado por fatores emocionais ou intenso estresse, a saber:
  1. Físico: acidente, parto, cirurgia, doenças em geral;
  2. Psicológico: profissional, pessoal, familiar ou social;
  3. Após o uso de drogas: maconha, cocaína, anorexígenos e, mais raramente, após o uso de adrenalina local.

Estudos realizados em 1985, pela equipe do Dr. Dorgival Caetano, professor titular do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiátrica da UNICAMP, constatou que em cerca de 32% dos casos, os ataques começam repentinamente sem qualquer fator externo desencadeante. Deve-se enfatizar que; uma vez que o TP tenha sido provocado por estresse físico ou psicológico, os ataques passam a ocorrer de forma autônoma, ou seja, independentemente desses fatores. No entanto, ele poderá ocorrer se houver uma predisposição biológica e emocional para tal, pois sua causa principal é de natureza biológica e não ambiental.

Fatores genéticos e experiências da primeira infância, produzem vulnerabilidade biológica para a manifestação do pânico. Em indivíduos predispostos, podem-se desencadear crises de pânico, idênticas às espontâneas, por meio de infusão de lactato de sódio na veia.

A síndrome é controlada por drogas que, de forma direta ou indireta, diminuem a quantidade de serotonina no Sistema Nervoso Central, o que torna esse neuroreceptor o candidato mais indicado para explicar os ataques de pânico. No entanto, sabe-se que há uma disfunção fisiológica na qual um ou mais neurotransmissores estão envolvidos. Apesar da substância mais creditada no momento ser a serotonina, não se pode afirmar categoricamente que este é o único ou mesmo o principal neurotransmissor envolvido.

Transtorno do pânico: informações complementares.
Sendo assim, se há também uma disfunção fisiológica (talvez ligada a serotonina), além da predisposição biológica, as crises de pânico não podem ser controladas apenas por meio de sugestão, “força de vontade” ou qualquer outra tentativa nesse sentido. É fundamental ter isso em mente, caso contrário os indivíduos e seus familiares vão se iludir inutilmente com uma exigência não realista. Desencadeia, desta forma ao portador da síndrome, um sentimento de baixa autoestima e de desvalorização, por não conseguir o controle da crise.

Vale a pena salientar que, pessoas bem estruturadas, de personalidade socialmente seguras e dinâmicas, também podem ter TP. Há indivíduos sem histórico anterior de traços ansiosos de personalidade relevantes ou quaisquer outros fatores de vulnerabilidade que, de repente, sem condições externas precipitantes, têm uma crise de pânico. Estes constituem cerca de 30% dos casos. Pode-se concluir, portanto, que nesses sujeitos os fatores biológicos predisponentes são suficientes para que o Transtorno de Pânico surja sem a necessidade da coparticipação de fatores externos.

Nesse texto, verificamos que não é unicamente a ansiedade, a responsável pelo transtorno de pânico.

Ela é uma importante causa sem dúvida, mas não é a única. Fatores genéticos, hereditários, disfunções fisiológicas também contribuem para o surgimento da doença.

Caso você tenha se identificado com alguns dos fatores aqui relacionados, além da sintomatologia ansiosa pertinente ao transtorno de pânico, está na hora de procurar ajuda profissional de um psicólogo. Ele lhe ajudará a lidar com a síndrome e te indicará terapêuticas pertinentes ao problema.


Marque uma consulta, terei o maior prazer em ouví-lo (a) e esclarecer as dúvidas pertinentes ao seu processo de cura terapeutica.


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MSc. Estela Noronha
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