Mau humor: sentimentos reprimidos. - Estela Psicóloga

Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP-HU)

Especialista em Terapia de Casal e Família (Teoria Junguiana)

Especialista em Teoria Junguiana (Instituto Sedes Sapientiae - SP

Mestre Pela PUC-SP

Especialista em Constelações Familiares e Soluções Sistemicas (Instituto KOZINER - SP)
Psico. Estela - Psicóloga Clínica - Mestre/PUC-SP
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Mau humor: sentimentos reprimidos.

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Mau humor: sentimentos reprimidos
O mau humor é a ponta do iceberg que esconde sob as águas (o inconsciente) os verdadeiros sentimentos que o alimentam.
A raiz da palavra Humor vem do latim, "umor" e significa “líquido, fluído”.  Humor, portanto, em todos os níveis de percepção é alguma coisa que flui semelhante à própria água. A água que em muitas culturas simboliza o movimento de forças inconscientes que gradualmente se desenvolve em características básicas do ser humano. Expressam-se no corpo, nas disposições e relações emocionais, em qualidades de sentimentos, de mente e de espírito.  

Por outro lado, o mau humor é um estado, por vezes, incontrolável que nos tira de um equilíbrio habitual. Como outros estados desconfortáveis, o mau humor se instala sem ser chamado ou anunciado. Extremamente incômodo, age como um detonador que faz explodir situações, que nos tira a tranquilidade, e nos faz girar num círculo que se fecha em si mesmo. O mau humor isola e se alimenta da sua própria emoção.

Mas, quais são os sentimentos que alimentam o mau humor?  Os nossos sentimentos reprimidos e ocultos. Socialmente somos treinados a não manifestar determinados tipos de emoções porque são “feias” e inadequadas, ou são motivadas pelo pecado, ou ainda, não são condizentes com uma sociedade hedonista, altamente performática, tipificada e produtiva.
Sentimentos reprimidos
As nossas emoções reprimidas são facilmente projetadas em algum personagem do momento, sejam em quadrinhos, filmes, seriados ou novelas. Quem não se lembra do personagem Félix, da novela Amor à Vida? De persona cruel e desprezível passou a ser o queridinho de muitos, tanto que, o autor precisou rever o trágico final do protagonista para um final feliz. Senão, seria linchado em praça pública ou massacrado pela mídia por não atender os anseios populares. Isto porque, geralmente, os odiados e os execrados despertam como aconteceu com Felix, uma compadecida simpatia. Com eles facilmente nos identificamos nas nossas frustrações cotidianas. Aquelas, que sequer podemos admiti-las, quanto mais demonstrá-las. Por isso, as vivenciamos projetivamente através destes personagens. Eles podem viver por nós.

No filme Divertida Mente da Pixar & Disney há cinco “personagens/sentimentos” que habitam a cabecinha da garotinha Hayley, de 11 anos de idade: a Alegria, a Tristeza, o Medo, a Raiva e a Nojinho. No filme a tentativa da Alegria em manter a Tristeza longe, circunscrita a um espaço pequeno, chama a atenção. Ela não pode se manifestar, pois é a Alegria que comanda a sala de controle. É algo que muitos de nós fazemos no nosso dia a dia, não é mesmo? Na sociedade hedonista não há lugar para tristeza, incertezas, medos e dúvidas. A alegria, a assertividade e a pró-atividade precisam estar no comando. Mas, a tristeza, assim como as outras emoções básicas, mas escondidas por nós, tem suas importantes funções na constituição do indivíduo, porque apontam na direção de alguns caminhos. Uma pequena reflexão nos mostrará claramente que o senso de humor sempre nasce de um senso de proporção, tanto de conexão com o mundo interno quanto externo, ou ainda, dos “bons” e “maus” sentimentos, se assim podemos dividir didaticamente. O segredo do sucesso esta na composição da trama e na tessitura correta dos sentimentos. E o risco do fracasso está na identificação unilateral e passiva de um dos lados.

Félix, personagem da novela de Amor à Vida do autor Walcyr Carrasco, exibida em horário nobre pela rede Globo de Televisão, é ser um mal-humorado cínico e sarcástico que tenta esconder os medos e frustrações através de humor ácido, bravatas e estouros de autoritarismo. Na verdade, ele quer cumprir o mito de felicidade e sucesso tão importantes em nossa época. A “personalidade difícil” vem justamente por falhar em obter os componentes que garantam o cumprimento deste intento. Porque a certeza de ser feliz, deveria vir da segurança do dinheiro, do prestígio, do poder, da posição de comando, da autoafirmação, do desejo de ser querido, admirado e do carisma em atrair as pessoas a sua volta.
Mau humor cibernético
Eis então, que surge o mau humor  em toda a sua glória para camuflar a insegurança, a agressividade, a frustração, a inveja e toda a sorte de “maus” sentimentos, que reprimidos, são soterrados nos recônditos de nosso inconsciente e se manifestam sombriamente através de atos ou atitudes mal humoradas.
Eu sempre brinco com os meus pacientes dizendo que ninguém está no planeta para fazer vestibular para Santo. Portanto, seja HUMANO! Comece por validar os seus sentimentos, honestamente.  Reconheça-os.  Saiba de onde ele vem.  É importante  compreender-se melhor. “Conhece-te a ti mesmo” é um antiquíssimo provérbio que mostra a sabedoria de olhar para si, em primeiro lugar. Admitir o que você sente abertamente é o primeiro passo lidar e entender este mal estar. Um espírito de sabedoria pode vir à nossa ajuda forçando-nos a retirar a concentração unilateral de um ponto de vista pequeno, limitada, que o mau humor encobre.

A psicoterapia é o lugar ideal para a busca do autoconhecimento. Ela tem os instrumentos necessários para você se conectar com os pensamentos e sentimentos sombriamente escondidos e renegados. Não sofra eternamente por algo que pode ser tratado e compreendido. Procure ajuda especializada.

“O senso de humor é um verdadeiro atributo divino do homem, que por si só lhe permite manter sua alma em liberdade”.

C.G. Jung



Marque uma consulta, terei o maior prazer em ouví-lo (a) e esclarecer as dúvidas pertinentes ao seu processo de cura terapeutica.

MSc. Estela Noronha
Psicóloga Clínica
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