Síndrome do Pânico: sintomas. - Estela Psicóloga

Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP-HU)

Especialista em Terapia de Casal e Família (Teoria Junguiana)

Especialista em Teoria Junguiana (Instituto Sedes Sapientiae - SP

Mestre Pela PUC-SP

Especialista em Constelações Familiares e Soluções Sistemicas (Instituto KOZINER - SP)
Psico. Estela - Psicóloga Clínica - Mestre/PUC-SP
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Síndrome do Pânico: sintomas.

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Como identificar os sintomas do Transtorno do Pânico.

Os primeiros sintomas da Síndrome do Pânico, foram detectadas em 1.871, na guerra franco-prussiana por Marion Da Costa. Esta foi denominada então como “coração irritável” e posteriormente rebatizada como “Síndrome de Da Costa”, pois apresentava dores intensas nas regiões precordial, palpitações, turvação da visão, vertigens e ataques de diarreia. Este autor, no entanto, não reconhecia o papel central que a ansiedade exercia na manifestação dos sintomas. O reconhecimento veio a ocorrer de imediato pelo psicanalista Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico de uma jovem paciente de 18 anos.

Somente recentemente, em 1980 que o Transtorno de Pânico (TP) foi reconhecido como uma entidade diferente dos outros transtornos de ansiedade, quando foi descrito pelo Manual de Diagnóstico e Estatística, da Associação Americana de Psiquiatria. Deste então não houve mudanças essenciais no diagnóstico do TP, o que demostra sua estabilidade ao longo do tempo. Os sintomas podem variar pouco de um indivíduo para outro ou, no mesmo indivíduo, de um período para outro. Porém, os sintomas básicos (nucleares) são encontrados em quase todos os indivíduos, independentemente de sexo e do contexto sócio-econômico-cultural.
O ataque de pânico é descrito como um período de intenso medo ou desconforto, no qual quatro (ou mais) dos seguintes sintomas se desenvolvem abruptamente e atingem um pico dentro de dez minutos.
1)  Palpitação, sentir o coração batendo forte ou taquicardia;
2)  Sudorese;
3)  Tremores ou abalos;
4)  Sensação de falta de ar ou de sufocação;
5)  Sensação de asfixia;
6)  Dor ou desconforto precordial;
7)  Náusea ou desconforto abdominal;
8)  Tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio;
9)  Desrealização (sentimento de irrealidade) ou despersonalização (sentir-se distanciado de si próprio); Medo de perder o controle ou de enlouquecer;
10)  Medo de morrer:

Síndrome do Pânico
11)  Parestesias (formigamentos); e
12)  Ondas de calor e/ou frio.
De acordo com o CID X (Critérios Diagnóstico Para Pesquisa / Organização Mundial de Saúde) esta doença é caracterizada pelos seguintes sintomas:

A)  O indivíduo experimenta ataque recorrentes de pânico que não são consistentemente associados a uma situação ou objeto específico e que com frequência ocorrem espontaneamente (isto é, os episódios são imprevisíveis). Os ataques de pânico não estão associados a exercício intenso ou a exposição a situações perigosas ou de ameaça de vida.

B)  Um ataque de pânico é caracterizado por tudo o que segue:
  1. Ele é um episódio distinto de medo ou desconforto intenso;
  2. Começa abruptamente;
  3. Alcança um pico em poucos minutos e dura pelo menos alguns minutos;

Pelo menos quatro dos sintomas listados abaixo devem estar presentes, um dos quais deve ser dos itens (a) a (d):

Imagem de uma crise de pânico

Sintomas de excitação autonômica:
  • Palpitações, batimentos cardíacos fortes ou aumento da frequência cardíaca;
  • Sudorese;
  • Tremor ou estremecimento; Boca seca (não decorrente de medicação ou desidratação.

Sintomas envolvendo tórax e abdômen:
  • Dificuldade de respirar;
  • Sensação de sufocação;
  • Dor ou desconforto torácico;
  • Náusea ou desconforto abdominal (por exemplo: estômago revirando).

Sintomas envolvendo o estado mental:
  • Sentimentos de atordoamento, desequilíbrio, desfalecimento ou estonteamento;
  • Sentir que os objetos são irreais (Desrealização) ou que o EU está distante ou “não está realmente aqui” (despersonalização);
  • Medo de perder o controle, ficar louco ou desmaiar;
  • Medo de morrer.

Sintomas Gerais:
  • Ondas de calor ou calafrios;
  • Sensação de entorpecimento ou formigamento.
A faixa de variação individual de conteúdo e gravidade é tão grande, que dois graus moderados e graves, podem ser especificados:

Transtorno de pânico moderado:
Pelo menos quatro ataques de pânico em um período de quatro semanas.

Transtorno de pânico grave:
Pelo menos quatro ataques de pânico por semana por um período de quatro semanas.

Complicações do Transtorno de Pânico (a medida que as crises do pânico vão se repetindo, os pacientes podem desenvolver as seguintes complicações):
  • Ansiedade entre as crises e hipocondria;
  • Fobias de situações em que se sentem vulneráveis ou desprotegidos.

Nestes casos acima, quando os sujeitos portadores desta síndrome entram numa crise de pânico e não conseguem evitar a situação ou receber ajuda, surge a ansiedade de antecipação. Esta por sua vez, alimenta as fobias, principalmente a agorafobia. Sentimento de insegurança e dependência, os quais, podem levar à auto desmoralização, à depressão e eventualmente ao abuso de álcool ou drogas para alívio das sensações desagradáveis.
Segundo o CID X os principais transtornos fóbico-ansiosos possuem as seguintes características:
Medo de multidões, de lugares públicos, de viajar sozinho e de viajar para longe de casa.
Além dos sintomas já relacionados nos transtornos anteriores, os portadores desta queixa sofrem ainda: tensão ou dores musculares, inquietação e incapacidade de relaxar, sente-se “nervoso”, no “limite” ou mentalmente tenso; sensação de um nó na garganta ou dificuldade de engolir. Desenvolvem-se também, outros comportamentos como: resposta exagerada a surpresas menores ou estar sobressaltado. Dificuldade de concentração ou com “brancos” na mente por causa de preocupação ou ansiedade. Irritabilidade persistente. Dificuldade de adormecer por causa de preocupação.

Ocorre pelo menos em duas das seguintes situações: medo de multidões, de lugares públicos, de viajar sozinho e de viajar para longe de casa. Os sintomas são os mesmos dos Transtorno de Pânico.

Medo marcante de ser o foco de atenção ou medo de situações que sejam embaraçosas. Comportamento de fuga e esquiva é estabelecido para não ser o foco de atenção. Há o medo de comportar-se de forma humilhante.


  • Fobias Específicas (isoladas).
Medo marcante de uma situação ou objeto específico não incluído em agorafobia ou fobia social. Entre os objetos e situações mais comuns estão animais, pássaros, insetos, altura, trovão, voar, pequenos espaços fechados, visão de sangue ou lesões, injeções, dentistas e hospital, entre outros.
Imagem de remédios
Transtorno somatoformes:
Dentro deste transtorno os mais importantes para o TP são o de somatização e o hipocondríaco.

a) somatização: o indivíduo tem exagerada preocupação com a saúde e a angústia persistente o leva a buscar consultas repetidas. Na ausência de serviços médicos adequados, não raramente apela para automedicação ou múltiplas consultas a curandeiros locais. Há uma recusa persistente em aceitar o reasseguramento médico de que não há nenhuma causa física adequada para os sintomas que poderão ser: gastrintestinais (dor abdominal, náusea, sentir-se inchado ou cheio de gás, vomito etc.); sintomas cardiovasculares (falta de ar, dores torácicas); sintomas cutâneos e dolorosos (erupções ou descoloração de pele, dor, nas extremidades e articulações).

b) hipocondríaco: o indivíduo tem uma crença persistente, durante pelo menos seis meses de duração, que está na presença de doenças físicas sérias. Dos quais, pelo menos uma deve ser especificamente nomeada pelo paciente.

Existe a preocupação perene com deformidade ou desfiguração presumida. Para curar essas possíveis doenças a pessoa passa a tomar medicamentos em excesso, na ânsia de sanar o mal que a acomete.

Todos os sintomas acima são desenvolvidos por uma pessoa com TP, por não ter sido diagnosticado e tratado precocemente desta síndrome. A medida que os sintomas do TP vão surgindo, as associações com os outros transtornos multiplicam-se. A insegurança e a dependência tornam-se cada vez mais maiores.

O indivíduo sente-se desmoralizado, perde sua liberdade de ir e vir de acordo com a sua vontade e conveniência. As perdas sociais e profissionais, levam o indivíduo a desenvolver a depressão. O seu estado torna-se cada vez mais grave na medida em que, sua própria exigência e as dos amigos, sempre bem-intencionados, impõe-lhe a superação desses problemas com a “força de vontade”. A crise culmina, com conflitos familiares, porque a família e os amigos que cercam esse indivíduo, se sentem prejudicados, usados e “sugados” por quem, infelizmente, é acometido desse mal.


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MSc. Estela Noronha
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